terça-feira, 2 de julho de 2013

Convite para a 78ª Convenção Tradicionalista


Culinária Gaúcha


Palavra de Prenda

                                        Culinária Gaúcha


Por Eduarda Roggia



O charque
Antigamente, o atual território do Rio Grande do Sul era habitado pelos índios, os guaranis, que viviam da caça e da pesca. Ocupavam as margens da lagoa dos Patos, o litoral norte e as bacias dos rios Jacuí e Ibicuí incluindo a região noroeste; os pampeanos, que ocupavam a região sul e sudoeste e os gês, talvez os mais antigos habitantes no lado oriental do rio Uruguai. Como tentativa de retirar os indígenas da mata para poder catequizá-los, os jesuítas introduziram no Estado o gado. Os índios passaram então a tomar conta do rebanho, que era criado solto, e comer sua carne tendo sempre farta comida a sua disposição e em troca aprendiam com os jesuítas a cultura européia e construíam casas, surgiram assim as missões.
Com a entrada dos tropeiros de São Paulo e Minas Gerais no Sul, os índios foram caçados e levados como escravos e os jesuítas voltaram para a Europa. O gado, como era criado solto, continuou a se reproduzir e se espalhar pelo sul do continente, pois não havia um predador para caçá-lo.
Quando os tropeiros voltaram para o Rio Grande do Sul havia milhares desses animais, o gado selvagem. Começaram, então, a matá-los para lhes extrair o couro cru, que era levado e vendido nos outros Estados. Para conservarem a carne que sobrava e a usarem como alimento em suas longas viagens, os tropeiros começaram a conservá-la rolando-a em sal grosso para desidratá-la surgindo assim o charque.

Churrasco gaúcho
Em vista do Rio Grande do Sul ter sido a primeira maior área de criação bovina no país, o gado faz parte da vida dos gaúchos desde o início da colonização, em meados do século XVII, e foi natural o processo da carne assada sobre um fogo de chão se tornar o prato tradicional da região. Esta refeição era de fácil preparo, com poucos ingredientes: somente a carne (abundante na região) e sal grosso, que era espetada e pousada sobre a brasa.
Certamente a carne preferida é a bovina, mas o churrasco do gaúcho contemporâneo também inclui o "salsichão" (linguiça toscana na gíria gaúcha), "coraçãozinho" de galinha, e outras carnes de origem suína e ovina.
Segundo Anita Ribeiro de Menna Barreto, "gurmê brasileira", o churrasco típico mesmo, é o de "ratão (com pronúncia espanhola) e/ougambá". É um típico prato gaúcho o churrasco de ratão, quando devidamente tratada a sua carne, sendo necessariamente retiradas as chamadas "glândulas de cheiro". Deve-se ainda, o gambá ser caçado com a utilização da cachaça, de preferência a brasileira, que esse animal aprecia e facilita a sua captura, uma vez que embebeda o animal. O churrasco da carne de ratão e/ou gambá, lembra em muito a carne de javali. Esse churrasco de ratão era muito apreciado pelo presidente Getúlio Vargas, em sua estância, feito pelos seus peões.
Outro tipo de churrasco bastante apreciado é o "xixo", que provavelmente tem origem ou inspiração no "shish" ou "sish kebab" árabe. Tradicionalmente, o xixo gaúcho é um assado onde são espetados — em um espeto grande, não em espetinhos — peças de gado, frango e porco intercalados por pedaços de pimentão verde, vermelho ou amarelo, tomate e cebola, também temperados com sal grosso.

Arroz de carreteiro

Mais um prato derivado da abundância da carne da região, o também chamado arroz-carreteiro ou simplesmente carreteiro é de fácil preparo, composto basicamente do arroz cozido com pedaços de charque picados.

terça-feira, 18 de junho de 2013

O GRUPO DOS OITO


Por Lucio Heleno Trombetta
Guri Farroupilha do CTG Sentinela da Coxilha


Em agosto de 1947, em Porto Alegre, eclodiu forte uma proposta de esperança, de liberdade, e o amor à terra tinha vez e lugar. Jovens estudantes, oriundos do meio rural, de todas as classes sociais, liderados por Paixão Côrtes, criam um Departamento de Tradições Gaúchas no Colégio Júlio de Castilhos, com a finalidade de preservar as tradições gaúchas, mas também, de desenvolver e proporcionar uma revitalização da cultura rio-grandense, interligando-se e valorizando no contexto da cultura brasileira.
Dentro deste espírito é que surge a criação da Ronda Crioula, estendendo-se do dia 7 ao dia 20 de setembro, as datas mais significativas para os gaúchos. Entusiasmados com a idéia, procuraram a Liga de Defesa Nacional e contataram o Major Darcy Vignolli, responsável pela organização das festividades da “Semana da Pátria”, expressando o desejo do grupo de se associarem aos festejos, propondo a possibilidade da retirada de uma centelha do “Fogo Simbólico da Pátria” para transformá-la em “Chama Crioula”, como um símbolo da união indissolúvel do Rio Grande à Pátria Mãe, e do desejo de que a mesma aqueça o coração de todos os gaúchos e brasileiros, até o dia 20 de setembro, data magna especial.
Nessa oportunidade, Paixão recebeu o convite para montar uma guarda de gaúchos pilchados em honra ao herói farrapo David Canabarro, que seria transladado de Sant’Ana do Livramento para Porto Alegre. Paixão Côrtes, para atender o honroso convite, reuniu um piquete de oito gaúchos pilchados e, no dia 5 de setembro de 1947, prestaram a homenagem a Canabarro. Esse piquete, é até hoje conhecido como o Grupo dos Oito, ou Piquete da Tradição. Primeira semente que seria seguida no ano seguinte, na criação do 35 CTG. Antonio João de Sá Siqueira, Fernando Machado Vieira, João Machado Vieira, Cilço Campos, Ciro Dias da Costa, Orlando Jorge Degrazzia, Cyro Dutra Ferreira e João Carlos Paixão Côrtes, seu líder. Durante o cortejo, o “Grupo dos Oito”, os jovens estudantes, conduziam as bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul e do Colégio Júlio de Castilhos.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

COMUNICADO IMPORTANTE:



     O Departamento Cultural do CTG Sentinela da Coxilha CONVIDA todas as crianças que participam das invernadas artísticas, e seus pais, para participarem de uma oficina cultural que será realizada no próximo ensaio das invernadas, na atual sede do CTG, com a seguinte programação:

     A partir das 19:30 horas, os trabalhos serão realizados com as crianças e pais das 1ª e 3ª invernadas, por ordem de ensaio, 
    A partir das 20:30 horas, os trabalhos serão realizados com as crianças e pais das 2ª e 4ª invernadas, também por ordem de ensaio.

     Solicitamos a presença de todos os componentes das invernadas, e contamos com a colaboração dos pais.




Ciranda Cultural de Prendas do RS


Por Gabriela Tatto Roggia
1ª Prenda Juvenil da 28ª RT


     A Ciranda Cultural de Prendas do RS é um concurso que busca elevar o nível intelectual das prendas, buscar novas lideranças, aumentar o aprendizado do folclore, da história, da geografia e das tradições do Rio Grande do Sul, sendo assim, escolher as prendas que representarão a mulher gaúcha, portanto, é preciso de uma preparação bem intensa para desenvolver diversas provas, para bem representar o nosso pago. Ele é realizado na casa da 1ª Prenda do RS, que neste ano, foi em Sant'Ana do Livramento - RS.


     As provas realizadas durante dois dias inteiros,são:
              - Comunicação oral, com a explanação de um tema sorteado minutos antes da apresentação artística, onde é realizado a mesma;


              - Relatório de atividades. No qual deve constar os projetos desenvolvidos, como MTG vai à escola, CTG núcleo de fortalecimento da cultura gaúcha e os eventos nos quais a prenda participou durante o prendado.
                
              -  Pesquisa da Mostra Folclórica, sobre a arte da costura, onde é preciso fazer entrevistas com costureiras variadas e uma explanação sobre a costura na região, no estado ou até no mundo.
              
              - Prova escrita com 40 questões sobre folclore, tradição e tradicionalismo, história e geografia do RS, onde também consta uma redação sobre temas variados;


 - A prova artística é composta de:
a) Declamar, cantar ou tocar;
c) Dança tradicional;
d) Dança de salão.
- Mostra folclórica. Este ano o tema da mostra juvenil e adulta era costura e mirim brincadeiras do faz-de-conta. Dentro de cada tema, é possível escolher sobre variados subtemas.
Registros das apresentações da 1ª Prenda Juvenil da 28ª RT - Gabriela Tatto Roggia - na 43ª Ciranda Cultural de Prendas - Fase Estadual

Registros das apresentações da 1ª Prenda Mirim da 28ª RT - Larissa Bueno - na 43ª Ciranda Cultural de Prendas - Fase Estadual
E assim fica o convite para todas as prendas para os concursos na entidade, região e no estado!


Entrevero Cultural de Peões do RS


Por Cristhian Lovis
1º Guri Farroupilha da 28ª RT

O Entrevero Cultural de Peões é um concurso que busca elevar o nível intelectual da peonada, buscar novas lideranças, aumentar o aprendizado do folclore, da história, da geografia e das tradições do Rio Grande do Sul, ele escolher o melhor guri e o melhor peão para representar um CTG, uma região ou até mesmo o estado. Ele é realizado na casa do Peão Farroupilha, que neste ano, foi em Panambi – RS.
            O peão participa de diversas provas, como:
            - Prova escrita com 25 questões sobre folclore, tradição e tradicionalismo, história e geografia do RS,
                    - Comunicação oral, com a explanação de um tema sorteado minutos antes da prova;
        - Prova artística, composta de:
a) Declamar;
b) Cantar, tocar ou trovar;
c) Dança tradicional;
d) Dança de salão;
           - Provas campeiras:
           a) Sorteada: Assar churrasco, charquear, cevar o mate ou emalar capa/poncho;
b) Escolhida de a pé: Trançar, tosar, tosquiar ou pealar;
c) Obrigatória: Encilhar, montar e cavalgar em um trajeto determinado pela comissão avaliadora, demonstrando passo, trote e galope;
d) Escolhida a cavalo: Laçar, apartar ou fazer prova de rédeas, sem tempo definido, mas impedido de fazê-la a "passo".
Registro da participação do Guri Farroupilha da 28ª RT - Cristhian Lovis - no 25º Entrevero Cultural de Peões do RS.

           E assim fica o convite para os peões participarem do entrevero !!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Concurso Cultural - Poesias




 Poesia 1: A Aurora do meu Rio Grande

Quando se rompe a aurora
Lá no fundo, no horizonte
E o sol vem brotando
Na paisagem do meu Rio Grande

Quando a natureza desperta
E o calor contrasta com o orvalho
Cevo meu mate, bem quente
E admiro a passarinhada
Voando, de galho em galho.

Quando o meu rincão é iluminado
Pela luz do astro-rei 
Fico pensando disperso, saboreando
O doce-amargo que preparei

Quando o sol já vai se pondo
E é chegada a  hora de partir
Em minha mente seu gosto amargo
Sempre irá existir.



Poesia 2: Alma gaúcha

Peço todo dia ao pai do céu
Que abençoe o lugar onde nasci
Pois foi aqui que aprendi
A respeitar minha cultura
Onde soldados defenderam com bravura
Este meu lindo céu azul
És o meu Rio Grande do Sul.

No meu vestido de prenda
Bordado com fitas e rendas
Tão bonita fico
E lá de longe se escuta o grito
De um gaúcho de verdade
Que grita por liberdade
Amor, paz e solidariedade.

Meu Rio Grande amado
Meu Rio Grande querido
Nunca deixarei este pago
Pois aqui tenho muitos amigos.     




Poesia 3: Céu de Sangue

 Amarro o lenço no pescoço
Demonstrando o bagualismo
Chamo o caudilho ali do canto
E subo a lomba nem pestanear

Tu já sabe o que te espera
Toma agora aquela canha
Daquela que te gela a espinha
La se vamo camperear
Como todo gaúcho,
Cancheiro dos pampas
Pelear pela bandeira
Gritar a liberdade

É tche,
Liberdade não se compra
Levo no peito os sentimentos mais aguerridos
Daqueles que me acompanham desde o princípio
Por esse céu azul bonito
Que um dia foi vermelho
Retratando a amargura
Desse povo com bravura.



Poesia 4:Chama Crioula
  
Traz o gaúcho campeiro
a chama da tradição
e o orgulho no coração
daquele povo querido

vai passando de geração a geração
esse costume campeiro
que leva a tradição
para os pagos vizinhos

depende de nós preservar
essa bela tradição
e para que o costume do gaúcho
seja mantido no meu rincão.



Poesia 5: Pagos de silêncios

Querência das matas e florestas
Das flores belas em cada canto
Das mulheres nos ranchos em pranto
Esperando seu amado na guerra
Lutando pelo pago sagrado
No silêncio desta terra.

Em cada minuto que passava
A dor aumentava,
E lagrimas escorriam...
O piazito escondido no mato
Com medo da revolução,
No peito carregava
A tristeza daquele fato,
Não sabia se seu pai
E o manto sagrado,
Voltariam a salvo.

E os maragatos e chimangos
Peleando por esse chão
Era o lenço branco contra o colorado
Nunca deixando de lado, o seu amargo companheiro...
O chimarrão, pioneiro da nossa tradição.

E no coração traziam um grande sonho
De um dia dar a liberdade
Aqueles negros sofridos
Que viviam escondidos
Nos quilombos e senzalas.

Ao fim da tarde,
Quando a lida encerrava
Corpo moído se deitava
Ao ruído das matas...
E a lua vinha de manso
Abrir caminhos de luz daquela imensa escuridão
E no coração... a dor de ter que enfrentar
Mais um dia de solidão.

Depois que a guerra findara,
Com os campos já conquistados
Rio grande passou a ser chamado.

Esta Terra, com as mais viçosas flores,
Brinco de princesa tão charmosa...
E os gaúchos, contando umas prosas
Com o mate na mão,
A garra desse povo
Mostrou a todos, a força do nosso rincão.




Poesia 6: Poesia

A velha bandeira gaúcha
Estampada de honra e glória
Foi cravada na história
Pelas mãos dos farroupilhas
Que seguiram firma na trilha
Numa guerra sem igual
Travada nas coxilhas
Contra o governo imperial.

Montados em seus cavalos
Com garruchas estavam armados
Tiros sendo disparados
Sem saber de que posição
Esquentava o coração
Dos gaúchos verdadeiros
Que se doaram por inteiro
Para esta revolução.

Cada gota de sangue gaúcho
Que nos campos foi derramado
Mostra o sentido sagrado
Desta revolução
Que para acabar com a corrupção
Dos imperialistas que no poder estavam
Esta guerra declararam
Sobre o nosso chão.

E cada golpe de adaga
Se traduz numa intimidade
Em dois símbolos de verdade
Que estão sobre o nosso chão
Oradores da tradição
Que sem dúvida posso falar
Que nos dois você irá encontrar
A história da Revolução.

Um deles é o chimarrão
Carinhosamente de mate chamado
Que junto dos farroupilhas no pago
Em noites de escuridão
Esquentava o coração
Dos guerreiros abençoados.

O outro é a bandeira
A fiel e brava companheira
Dos guerreiros Riograndenses
Em suas cores reluzia
Em seu brasão ela pedia
Os seus ideais farroupilhas.



Qual a sua poesia favorita??? Expresse a sua opinião!!! O CTG Sentinela da Coxilha agradece!